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Evento

SXSW: quem tem medo de polêmica?

por flavioparticelli

coca beautiful

Sejamos francos, site adiposity em tempos de overdose de informação há, buy more about praticamente, dois tipo de campanha:

–       a arroz-com-feijão: só mais uma entre milhões que a gente vê e “deixa pra lá”, afinal temos coisa melhor pra pensar;

–       a polêmica: aquela que, de alguma forma, provoca e “dá a deixa” para as pessoas se posicionarem contra e a favor (sempre existem os dois lados).

Então vêm os questionamentos: será que vale a pena ficar na zona segura, mas sem graça? Será que o risco de abordar questões mais sensíveis e acabar incomodando alguns é tão grande assim que justifique desistir de ideias diferentes? Make them hate you” –  sob esse titulo Adam Abrahami, diretor associado da iris Concise, defendeu a ousadia em sua palestra no SXSW interactive:

“Quando lançar um debate significa fazer algo que divide seu público, todos nós tendemos a ficar assustados com a possibilidade de uma falha catastrófica, que pode destruir o negócio, invocar uma tempestade de ataques on-line e ser escrita de forma irreversível na história digital, mas uma pesquisa mostraria que as repercussões de tropeçar não são tão graves quanto tememos. De todas as empresas e marcas mencionadas nos vários artigos “Top social media fails de 2013” não há uma que não esteja ainda negociando ativamente.  A superestimação deste risco está nos impedindo de fazer as melhores recomendações como agências e as melhores decisões como marcas. É esse grande medo do fracasso que nos leva a fazer o que é seguro, com atividades que não falham, mas também não triunfam”.

Como exemplo, Adam cita o comercial da Coca-Cola “America is beautiful”, exibido no último Super Bowl, que mostra imigrantes como parte da nação americana:

“Em questão de segundos após sua exibição, o debate foi aceso e durou quase uma semana após o jogo. A intensidade e a duração da reação a este anúncio superaram em todos os sentidos qualquer outro da Coca-Cola desde 2009. Ele teve uma velocidade de repercussão superior; uma sustentação mais longa; mais tweets por indivíduo; foi usado em todos os canais de notícias – a lista é longa. Mas, houve também uma enorme quantidade de comentários negativos. Clientes não ficaram felizes, prometeram boicotar a marca e assim por diante. No fim, o endosso e apoio ultra-positivo que o público mais amplo mostrou supera isso – e eu não tenho nenhuma dúvida de que a Coca-Cola vai considerar este um sucesso estratosférico”.

O que nos leva a pensar: e no Brasil? Quais as últimas campanhas você lembra que arriscaram virar uma pauta maior e chamar a atenção sem medo? Delas, quais levaram suas marcas a se destacar positivamente e quais foram execradas? Dessas, quais realmente comprometeram a marca? De cara, não lembro de algum exemplo similar ao da Coca, que tenha jogado luz em um discussão tão profunda. As maiores polêmicas que me lembro aconteceram muito por causa do endosso duvidoso de celebridades (Zeca Pagodinho com Nova Schin, Sandy com Devassa, Roberto Carlos com Friboi) ou por alguma questão de machismo (casos com Marisa, Gillette, etc), um tipo de polêmica mais rasa e “involuntária”. Talvez um caso mais similar seja o da Brahma propondo que mudemos nosso pessimismo sobre a Copa (Imagina a Festa). Em todo caso é uma proporção bem pequena a que desafia a caretice da “família brasileira” e a intimidação da social media.

O Trendwatching fala já há algum tempo sobre “Maturialism” como uma macro-tendência (consumidores amadurecendo com a superexposição a informações e valorizando mais a ousadia, humor e franqueza de marcas para sair do lugar-comum), mas na dúvida se é nosso público ou nossas marcas/agências que ainda não sabem lidar tão bem com polêmica que tal, por hora, olharmos esse exemplo da Coca e pensarmos em termos de Participation Brands, de um jeito menos “falem bem ou falem mal, mas falem de mim” e mais “falem (bem e mal) comigo”?

Evento
Tecnologia

SXSW: O que você vai automatizar?

por flavioparticelli

robolution

Mais um artigo de Ben Essen, sales diretor de planejamento da iris, sobre sua experiência no SXSW.

Em inglês aqui e a tradução livre abaixo:

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As possibilidades e armadilhas de se entregar tarefas para a tecnologia foi uma discussão forte no SXSW. Em uma escala macro, existem as implicações sociais e econômicas da automação – como o desemprego de 50% dos trabalhadores que acompanha a Revolução dos Robôs.

Mas em uma escala micro, as oportunidades para a eficiência em empresas e organizações é certamente entusiasmante. A verdade é que todos nós em profissões criativas desperdiçamos uma enorme quantidade de tempo em tarefas que poderiam ser entregues à automação.

Connor Zwick argumentou em “Learning in a Classroom of the Future“, que os professores devem se concentrar em apenas duas atividades: treinar e inspirar estudantes. Todas as outras atividades – fornecimento de informações, avaliações – deveriam ser entregues à tecnologia. Gadi Shamia da Memento, sugere que é hora de começarmos a adotar os “Smart Apps” para cuidarem de mais aspectos de nossas vidas profissionais: “Muitas empresas são muito inteligentes em uma área e o resto todo é estúpido”.

Stephen Wolfram nos deslumbrou com a Wolfram Language: uma nova linguagem de programação baseada em nuvem, com aprendizado automático e algoritmos embutidos. Wolfram sugere que deveríamos automatizar o máximo de processos possíveis, e concentrar nossos esforços em metas e resultados.

Então, qual parte do processo criativo você irá automatizar? Geração de insights? Síntese de dados? Abastecimento de imagens? Processos? Produção? Vale a pena investir tempo em criar ferramentas digitais que vão acabar gerando mais tempo para pensarmos. Como Wolfram fala: “Quanto melhor se usar as ferramentas, mais longe você poderá chegar. “

Evento

Uma nova linguagem visual

por flavioparticelli

emojis

E aí, gente!

Segunindo falando sobre SXSW, hoje temos um relato do Ben Essen (diretor de planejamento da iris), que outro dia nos deu suas expectativas sobre o SXSW14, agora falando sobre uma nova forma de comunicação visual, emojis e texting.

Confira o texto em inglês aqui e a tradução livre abaixo:

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Uma estatística se destacou, recentemente, no relatório “2014 mobile youth report”: 95% de todas as mensagens de texto enviadas entre amigos adolescentes continham emoticons.

Este poderia ser um sinal fundamental do emburrecimento de uma geração – que os líderes mundiais de amanhã seriam forçados a se comunicar apenas através de LOLCats (imagens engraçadas de gatos) – ou poderia refletir uma verdade mais simples: que, como as conversas nas mídias sociais substituem muita conversa no “mundo real”, os emoticons substituem alguns dos sinais emocionais perdidos (como tom de voz, gestos) que os textos não podem expressar.

Emojis e mensagens de texto: a linguagem humana está extinta?“, uma discussão no SXSW com Sam Huston da JumpTank e o lingüista Ben Zimmer, nos provoca a pensar sobre as possibilidades que o “além do texto ‘, que a “visual web” está criando para nossas conversas digitais. Podemos resumir filmes em emojis . Podemos usar selfies (e #uglyselfies) para nos expressarmos – como emoticons fotográficos. Snapchats e Instagrams estão se combinando para criar uma nova linguagem universal das imagens .

Então, como marcas podem usar imagens para criar conexões emocionais mais fortes com o seu público? Primeiro de tudo, elas devem compreender melhor a forma como os seus consumidores estão usando imagens para falar sobre suas vidas. Isso começa com a o monitoramento de redes sociais enfatizando imagens tanto quanto textos.

Em segundo lugar, as marcas devem evoluir de suas diretrizes de comunicação estabelecidas para algo mais profundo: uma “Linguagem Visual da Marca” que traduza uma identidade de marca distinta em todo um sistema de detalhes lingüísticos visuais.

A visual web vai continuar a evoluir, e as marcas que vencerem serão aquelas que agem um pouco mais como adolescentes, e usam todos os ícones disponíveis para expressar como se sentem.

Evento

As “pequenas grandes coisas” no SXSW

por flavioparticelli

and-all-these-little-things

Olá, what is ed amigos!

Hoje, click  Dave McNamara, diretor de estratégia digital da iris nos conta como foi sua experiência no primeiro dia do SXSW Interactive.

Confiram aqui em inglês e a tradução livre abaixo:

——————————

Criando mundos melhores. Salvando a internet. “Compartilhar” é o novo “comprar”. Conheça a “Economia de Significado”. Desenterrando videogames do deserto.

Sim, essas só podem ser pautas do SXSW. Dia 1 e contando.

De acordo com a revista Wired, não haverá uma “next big thing” no SXSW deste ano. Talvez apenas conjuntos de pequenas grandes coisas. Um começo previsivelmente mal-humorado então.

Parece que a maioria das pessoas começou com The New Digital Age como o painel que iria dar o tom do início da conferência. Schmidt e Cohen contaram histórias sobre sua turnê pelos países mais autocráticos e instáveis do mundo??. A questão da “permanência de dados”, a balcanização da Internet e o papel que o sigilo desempenha em uma sociedade com grandes pensamentos cabeludos para acordar foram abordados. Em um mundo sem botão de “apagar” agora temos que viver com as conseqüências de nossas pegadas digitais. Parecia haver uma vibe geral de “não se preocupe, vamos resolver os grandes problemas, do desemprego há longo prazo, à questão da  privacidade e à questão da propriedade da informação. A aplicação de uma “mentalidade tecnológica da costa oeste” de resolver as coisas aplicada a problemas globais complexos pode parecer legal, mas é também, talvez, uma grande simplificação. O mundo tem certamente mais nuances do que resolver os problemas do usuário.

“Como faremos as coisas no futuro” também foi um sucesso do dia. Palestrantes falaram sobre como uma emergente e moderada realidade está ajudando a encontrar novas respostas na “Economia de Significado”. De “tecnologia de pele condutiva” a “Negociação de Cauda Longa” ficou a impressão que a sociedade pós-consumidor tem um futuro brilhante.

O tom de do dia um foi uma mistura de políticas de propriedade da informação com a positividade de gente que faz. Um coquetel de “enfrentar elefantes na sala” e um “vamos resolver isso com o espírito de tornar o mundo um lugar melhor”.

O buzz dos visitantes sobre as palestras de vídeo de Snowden e Assange, deixou a sensação de que os guardiões espirituais do SXSW estão tentando manter o tom independente da conferência. Comparado ao ano passado, parece haver ainda mais patrocinadores este ano. De qualquer maneira o maior destaque de uma marca no dia foi definitivamente a “trending machine” da Oreo #eatthetweet. Usar o buzz do Twitter para controlar a impressão 3D de biscoitos foi genial.

Passei a tarde no Long Centre ouvindo jogadores ficarem todos animados sobre desenterrar jogos de Atari no deserto mexicano. Há uma lenda urbana que diz que 3 milhões de cópias do pior jogo de Atari de todos os tempos (um sobre o ET) estão enterrados por lá.

Em seguida, fui para um painel muito animado de millennials discutindo como Street Fighter se tornou um ícone da cultura pop. Uma aula sobre timing, simplicidade de produto e o poder de fãs. Esta combinação que faz com que algo que simplesmente funcione e consiga uma energia cultural tão forte que se torna algo irrefreável.

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